quinta-feira, 6 de agosto de 2009

AGOSTO

É desgosto outro para os onze meses do ano
E o dia dos pais se aproxima
Eu não entendi essa rima
São tantos os dias santos
E o dia de maio das mães se antecipa

É Setembro e para pensar o tempo pára
Janerio meu ponteiro demarca em mim
E o Dezembro de Jesus esse não se questiona
Retorno a Janeiro ou me adianto para ele
Dia primeiro é o seu dia do não para o azar

A paz de seus terços e rosas
A paz de pedidos e prosas
A mais de brindes e esperançosas novas
Ah levanto minha taça a brindar

Sete da independencia
Doze de padroeira santa
Quinze de republicanos históricos
Avante ao tempo que roda
Três de corpos e cristi

É abril trás misturadas para comemorar
Entramos com a paixão da dor
Embalados ao chocolate do gozo
E botamos fim ao enforcar histórico e o queimar rancor

Dia primeiro de Maio
Se hoje fosse não escreveria uma só linha em protesto
E Novembro de tantos intitulados filmados
É nele que colocamos fim e reverenciamos o passado
Eu não abro mão é do fevereiro e março
Pulo salto perco a voz
Peco tanto e me atrapalho


E lá se vem a quarta-feira
Tantos os meses se passaram
Não falei sobre todos
E se não lembrei é por que esqueci de conta-lo
Hora de enterrar os ossos
Nossa que cansaço
Rodei todo o ponteiro
E terminei com a pá na mão

É ciclico esse espaço
Cada numérico passo
E onde foi parar esse Judas
E qualquer outro culpado
E que não culpem agosto por isso.

Leonardo Pergaminho

terça-feira, 21 de julho de 2009

ALÉM

Hoje eu fui além de mim
Acordei de maneira leve
Eu me dei conta da outra matemática
Uma somatória de busca


O tempo que sufocou
A madrugada que calou
E todo mal
Abriram estrelas clareando o céu

Meu passado sutilmente sorriu
Meu passo caminhou
A distância encurtou o compasso
E minha hora abraçou a sorte

Dormir ontem foi bom
Se eu soubesse desse novo acordar
Eu teria me deitado por antecedência
Eu escutei passaro e cântico
Uma nova melodia assoprou e acendeu a sua chama

Eu Vou escolher com calma o que comer
Procurar uma nova roupa
Demorar no banho
Eu vou meditar mais
Fechar meus olhos novamente
E depois abrir
Eu quero ir além de mim

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CONSCIÊNCIA

Você nao sabe quantas pedras eu tenho em minha coleção
Tantas cores e formas eu quero me lembrar
Eu quero me lembrar do tempo de sorrir tranquilamente
Do tempo em que o tempo me permitiu sorrir
A minha infancia tudo e o desenho se formou
E o desenho se formou no meu passado sem escolha
Eu teria feito tudo diferente
Eu não teria errado nada
Mas deixo doer em mim as falhas que eu cometi
Pois sei que hoje eu as coleciono por minha inconsequente praticada
No leito de quem eu mais amava eu falhei
Eu não falhei com ninguem
Antes mesmo de maltratar
E errar comigo mesmo
Mas se confortavél for
Dói em mim vastamente cada singular momento de ontem
Eu tenho medo
Eu tenho mesmo culpa e arrependimento
Mas não confesso uma só linha
Pois a dor de hoje,eu sei que mereço.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CONSELHO SETE

Conselho de ontem
Conselho primeiro

Ontem eu nada comi
Meu alimento era o cinema
E tão leve me foi o dia

Meu alimento era o dia
Ontem eu nada sofri
Meu alimento era a imagem
Imagem nova eu não sabia

Imagem do homem na tela fria
O ontem lamento eu nada sabia
Eu tenho medo das pessoas
Sujas
As formigas são menos sujas

As pessoas eu era a formiga
Ontem eu nada dormi
A minha infancia a tona
Insonia a inscontante paz
Calei gritar
O estranho sentir

Ontem eu nada comi
Meu alimento era o cinema
Abstrações
Invasões
Provações
Alusões
Conselho sete.

TÍPICO

Conselho de ontem
Conselho primeiro

Ontem eu nada comi
Meu alimento era o cinema
E tão leve me foi o dia

Meu alimento era o dia
Ontem eu nada sofri
Meu alimento era a imagem
Imagem nova eu não sabia

Imagem do homem na tela fria
O ontem lamento eu nada sabia
Eu tenho medo das pessoas
Sujas
As formigas são menos sujas

As pessoas eu era a formiga
Ontem eu nada dormi
A minha infancia a tona
Insonia a inscontante paz
Calei gritar
O estranho sentir

Ontem eu nada comi
Meu alimento era o cinema
Abstrações
Invasões
Provações
Alusões
Conselho sete.

terça-feira, 23 de junho de 2009

ALTINA

Vivida em tempo de repressão
Em tempo de silenciar
Uma flor-mulher
Mulher-flor carregara em teu nome força
Carregou o poder que desconhece
Carregou altura em sua baixa estatura
Foi pouco compreendida
Pensou ser pouco amada
Foi a vida inteira injustiçada

Mulher-flor
de calada sempre
Tua vasta cria
Mal criada
E teus incontaveis momentos de dor
Momentos de solidão provou
Em total angustia silenciou
Perdoa-me altina amada
Por min e toda por ti pessoa errada
Tu mulher-flor
Recatada mulher
Incompreendida em tua jornada
Teus dias sós lutou por companhia
Tu foi abandonada

Tu mulher-flor
há de ser lembrada
Em minha humilde pretensão
Em minha tua poesia

Furtaram teu teto
Teus filhos seguiram rumo outro
Abandonaram-te
Tu mulher-flor
Me esperas-te em teu leito
Em tua partida esperas-te o meu abraço
Viverás comigo
Enquanto ainda aqui eu estiver
E não perderás as minhas mãos por onde estiver

Agradeço-te o preparo doce
E por mim
Tua eterna espera
Tantas por mim
Teu nome mulher-flor
Teu nome mulher-flor
Na maior estrela estará escrita
Eterna mulher-flor
Amo-te infinitamente tanto
Pois que eu perco o rumo deste verso
Desejando-te o momento reencontro
Altina maior
Minha adorável
memorável vó

EGO

Folhas caem ao seco chão
O mar momento acalma
Momento domina alma

O ar embalado assobia
Saberá quem o escuta cantar
Estrela do mar o teu céu se arrepia
Faz o balançar das ondas do mar
Tua embalada melodia

O mar momento come o pão
Outro em instantes o alimento engole o mar
O homem não se suporta em prosa
Tão pouco se liberta em verso

Exaltado
O homem afronta
O homem e a sua soberba
Evoca da força
fraqueza aponta o ego
Leonardo Pergaminho.